CARACTERÍSTICAS DE UM RELACIONAMENTO QUE TEM, COMO PRIORIDADE, A BUSCA DE SANTIDADE E DA VONTADE DO SENHOR:

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Antes de namorar, sejam amigos. A amizade é fundamental para um relacionamento dar certo. Permaneçam ‘só amigos’ o máximo de tempo possível!

Busquem orientação de Deus antes e durante o namoro. Se vocês não têm vergonha de beijar um ao outro, então porque ter vergonha de orar juntos?

Estabeleçam alvos conjuntos. Façam do namoro o primeiro passo para um casamento. Nem sempre o namoro vai acabar num altar, mas esse deve ser o objetivo principal. Só comece a namorar com essa intenção, nunca para se divertir ou como passatempo.
Não façam do namoro ou um do outro prioridade. Enquanto vocês não são casados continuam debaixo do cuidado dos pais, autoridades colocadas por Deus sobre suas vidas. A suas famílias devem ser prioritárias. A aprovação deles em tudo o que fizerem é imprescindível. Lembrem-se do mandamento: ‘Honra a teu pai e tua mãe…’ e Deus lhes mostrará que é fiel!

Não se isolem. Muita gente, após um namoro desfeito, descobre que não tem mais amigos. Eles foram sumindo aos poucos, enquanto o namoro era autocentralizado.
Não se sintam ‘dono do outro’. O namoro é apenas uma fase de conhecimento do parceiro (a), não significa que você tem posse sobre ele (a). Não se impeçam de, as vezes, saírem sozinhos (a) ou com a turma;

Não dêem lugar ao diabo (Efésios 4, 27). Não fiquem sozinhos em casa, não namorem no escuro. Não façam aquilo que virá a despertar desejos mais íntimos ou sexuais.
Só façam um com o outro aquilo que não teriam vergonha de fazer na frente dos outros.

Aproveitem esse tempo para conversar e abrir seus corações. Mas coloquem beijos e abraços em segundo plano e sempre com moderação;

Aprendam a demonstrar carinho com respeito. Palavras doces, pequenas surpresas e programas agradáveis a sós podem revelar seu amor pelo outro sem que suas convicções se choquem.

Busquem o máximo de intimidade visando o conhecimento mútuo sem que seja necessário defraudação do corpo do outro. Intimidade também significa familiaridade. Duas pessoas íntimas se dedicam particular afeição.

Façam com que a paz de Deus seja o árbitro. Namoro turbulento e cheio de neuroses não esta com nada.

Não dêem ouvidos para que os outros falam, ou o que a sociedade vem impondo sobre namoros ‘modernos’. Lembrem-se que estamos no mundo, mas não pertencemos a ele. Não se acomodem, não se conformem com o que está errado. Sejam firmes. E sejam felizes! ‘E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.’ (Romanos 12,2)

Texto: Rosana Salviano

“O Espírito faz dos discípulos um povo novo, cria um coração novo”

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Homilía do Papa Francisco, Pentecostes 2017

Chega hoje ao seu termo o tempo de Páscoa, desde a Ressurreição de Jesus até ao Pentecostes:

cinquenta dias caraterizados de modo especial pela presença do Espírito Santo. De facto, o Dom pascal por excelência é Ele: o Espírito criador, que não cessa de realizar coisas novas. As Leituras de hoje mostram-nos duas novidades: na primeira, o Espírito faz dos discípulos um povo novo; no Evangelho, cria nos discípulos um coração novo.

Um povo novo. No dia de Pentecostes o Espírito desceu do céu em «línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas» (At 2, 3-4). Com estas palavras, é descrita a ação do Espírito: primeiro, pousa sobre cada um e, depois, põe a todos em comunicação. A cada um dá um dom e reúne a todos na unidade. Por outras palavras, o mesmo Espírito cria a diversidade e a unidade e, assim, molda um povo novo, diversificado e unido: a Igreja universal. Em primeiro lugar, com fantasia e imprevisibilidade, cria a diversidade; com efeito, em cada época, faz florescer carismas novos e variados. Depois, o mesmo Espírito realiza a unidade: liga, reúne, recompõe a harmonia. «Com a sua presença e ação, congrega na unidade espíritos que, entre si, são distintos e separados» (Cirilo de Alexandria, Comentário ao Evangelho de João, XI, 11). E desta forma temos a unidade verdadeira, a unidade segundo Deus, que não é uniformidade, mas unidade na diferença.

Para se conseguir isso, ajuda-nos o evitar duas tentações frequentes. A primeira é procurar a diversidade sem a unidade. Sucede quando se quer distinguir, quando se formam coligações e partidos, quando se obstina em posições excludentes, quando se fecha nos próprios particularismos, porventura considerando-se os melhores ou aqueles que têm sempre razão – são os chamados guardiões da verdade. Desta maneira escolhe-se a parte, não o todo, pertencer primeiro a isto ou àquilo e só depois à Igreja; tornam-se «adeptos» em vez de irmãos e irmãs no mesmo Espírito; cristãos «de direita ou de esquerda» antes de o ser de Jesus; inflexíveis guardiães do passado ou vanguardistas do futuro em vez de filhos humildes e agradecidos da Igreja. Assim, temos a diversidade sem a unidade. Por sua vez, a tentação oposta é procurar a unidade sem a diversidade. Mas, deste modo, a unidade torna-se uniformidade, obrigação de fazer tudo juntos e tudo igual, de pensar todos sempre do mesmo modo. Assim, a unidade acaba por ser homologação, e já não há liberdade. Ora, como diz São Paulo, «onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade» (2 Cor 3, 17).

Então a nossa oração ao Espírito Santo é pedir a graça de acolhermos a sua unidade, um olhar que, independentemente das preferências pessoais, abraça e ama a sua Igreja, a nossa Igreja; pedir a graça de nos preocuparmos com a unidade entre todos, de anular as murmurações que semeiam cizânia e as invejas que envenenam, porque ser homens e mulheres de Igreja significa ser homens e mulheres de comunhão; é pedir também um coração que sinta a Igreja como nossa Mãe e nossa casa: a casa acolhedora e aberta, onde se partilha a alegria multiforme do Espírito Santo.

E passemos agora à segunda novidade: um coração novo. Quando Jesus ressuscitado aparece pela primeira vez aos seus, diz-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados» (Jo 20, 22-23). Jesus não condenou os seus, que O abandonaram e renegaram durante a Paixão, mas dá-lhes o Espírito do perdão. O Espírito é o primeiro dom do Ressuscitado, tendo sido dado, antes de mais nada, para perdoar os pecados. Eis o início da Igreja, eis a cola que nos mantém unidos, o cimento que une os tijolos da casa: o perdão. Com efeito, o perdão é o dom elevado à potência infinita, é o amor maior, aquele que mantém unido não obstante tudo, que impede de soçobrar, que reforça e solidifica. O perdão liberta o coração e permite recomeçar: o perdão dá esperança; sem perdão, não se edifica a Igreja.

O Espírito do perdão, que tudo resolve na concórdia, impele-nos a recusar outros caminhos: os caminhos apressados de quem julga, os caminhos sem saída de quem fecha todas as portas, os caminhos de sentido único de quem critica os outros. Ao contrário, o Espírito exorta-nos a percorrer o caminho com duplo sentido do perdão recebido e do perdão dado, da misericórdia divina que se faz amor ao próximo, da caridade como «único critério segundo o qual tudo deve ser feito ou deixado de fazer, alterado ou não» (Isaac da Estrela, Discurso 31). Peçamos a graça de tornar o rosto da nossa Mãe Igreja cada vez mais belo, renovando-nos com o perdão e corrigindo-nos a nós mesmos: só então poderemos corrigir os outros na caridade.

Peçamos ao Espírito Santo, fogo de amor que arde na Igreja e dentro de nós, embora muitas vezes o cubramos com a cinza das nossas culpas: «Espírito de Deus, Senhor que estais no meu coração e no coração da Igreja, Vós que fazeis avançar a Igreja, moldando-a na diversidade, vinde! Precisamos de Vós, como de água, para viver: continuai a descer sobre nós e ensinai-nos a unidade, renovai os nossos corações e ensinai-nos a amar como Vós nos amais, a perdoar como Vós nos perdoais. Amen».

 

Fonte: Libreria Editrice Vaticana

Todos os pastores devem se despedir, sem apego ao seu rebanho.

Nesta terça-feira na homilia da Missa na Casa Santa Marta, Papa Francisco disse:

Todos os pastores devem se despedir. Chega um momento em que o Senhor nos diz: vai para outro lugar, porque eles não são o centro da história. E não fazem do seu rebanho uma apropriação indevida.

O indicou o Papa Francisco nesta terça-feira na homilia da Missa na Casa Santa Marta. A primeira Leitura tirada dos Actos dos Apóstolos, se poderia intitular disse Francisco,“A despedida de um bispo”. Paulo se despede da Igreja de Éfeso, que ele havia fundado.

“Todos os pastores devem se despedir. Chega um momento em que o Senhor nos diz: vai para outro lugar, vai para lá, vem para cá, vem a mim. E um dos passos que deve fazer um pastor é também preparar-se para se despedir bem, não se despedir à metade. O pastor que não aprende a se despedir é porque tem alguma ligação não boa com o rebanho, um vínculo que não é purificado pela Cruz de Jesus”. Paulo, então, diante dos presbíteros de Éfeso numa espécie de “conselho presbiteral” se despede.

O Papa indica três atitudes de Paolo: primeiro, ele diz que nunca abandonou a luta: “Não é um acto de vaidade”, porque ele diz que é “o pior dos pecadores”, mas simplesmente “conta a história”.

“Uma das coisas que dará tanta paz ao pastor quando se despede –explicou o Papa– é recordar-se que nunca foi um pastor de compromissos”. Ele nunca abandonou a luta. “E é preciso coragem para isso”.

Segundo: Paulo diz que ele vai a Jerusalém “compelido pelo Espírito”, obedece ao Espírito. “E continua, porque ele não possui nada seu, ele não fez do seu rebanho uma apropriação indevida.

“Sei somente que o Espírito Santo de cidade em cidade me confirma que me esperam correntes e tribulações, indica Paolo. “Não vou me aposentar. Vou para outro lugar para servir outras Igrejas. Sempre o coração aberto à voz de Deus: deixo isso, vou ver o que o Senhor me pede. E aquele pastor sem compromissos é agora um pastor em caminho”.

Terceiro, Paulo diz: “Eu não considero de nenhum modo preciosa a minha vida”: não é “o centro da história, da história grande ou da história pequena”, não é o centro. Francisco cita um ditado popular: “Como você vive, você morre; como você vive, você se despede”. E Paulo se despede com uma “liberdade sem compromissos” e em caminho. “Assim se despede um pastor”.

“Com este exemplo tão bonito –concluiu o sucesor de Pedro– rezemos pelos pastores, pelos nossos pastores, pelos párocos, pelos bispos, pelo Papa, para que a sua vida seja uma vida sem compromissos, uma vida em caminho, e uma vida onde eles não pensem estar no centro da história e assim aprendam a se despedir. Rezemos pelos nossos pastores”.

Fonte: (ZENIT – Cidade do Vaticano, 30 Maio 2017).

ELA NÃO TEM O CORAÇÃO DE PEDRA, TEM A FIRMEZA NECESSÁRIA CONTRA AMORES FRACOS

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Imagem: Mansano Fotografia
As pessoas confundem estar solteira com estar carente ou estar sozinha. Acham que todo mundo que não está em um relacionamento necessariamente sente falta de ter alguém. Às vezes, precisamos de um tempo a sós, um tempo para rever nossas prioridades, nossos planos. Como posso querer entrar em um relacionamento desacreditando tanto do amor desse jeito? Como posso querer alguém ao meu lado, se estou cansada de olhar ao meu redor e de ver relacionamentos fracassados por falta de fidelidade, pessoas trocando joias por bijuterias, trocando um amor de verdade por uma atração fajuta? Como eu posso pensar em entrar em um relacionamento, vendo tanta gente machucada por esse legado do “amor”? Acreditando que amar é necessariamente sofrer?
Vejo tanta gente sendo enganada, corações sendo destruídos sem dó, que, às vezes, não ter ninguém é uma forma de se defender dos possíveis machucados. Vejo tanta gente confundindo amor com apego, desistindo do amor por qualquer coisa e trocando gente de valor por gente que não valoriza, que acreditar em compromissos tem se tornado cada vez mais difícil. Eu sei, eu posso não ter nada a ver com isso, mas eu já fui atingida por mentiras e meu coração já foi alvo de enganos, me deixando em pedaços e eu me recompus. Não foi fácil, acredite. Levei fama de durona, como a tal coração de pedra, e diziam que eu escolhia demais. Mas ninguém conseguiu ver a dor que estava por detrás de tudo isso, ninguém viu o coração que, embora pulsasse, estava quebrado, tentando se recompor, a passos lentos, daquelas promessas falidas.
Ninguém entendia que esse lance de não querer ninguém era uma forma de me defender da dor e que, depois de um tempo, não querer me envolver era uma forma de não me decepcionar, o que, por sinal, funcionava muito bem. Não é fácil ter um coração quebrado, assim como não é fácil se recompor. Tem dias em que a dor faz morada e joga a chave fora, não conseguimos sair e ficamos enclausurados no nosso passado. Tem dias em que você chora sozinho e tem medo de não conseguir viver nunca uma história dessas bonitas que vemos por aí. Dessas histórias em que tem respeito, que tem amor, que tem paciência e lealdade e que a gente acaba achando ser apenas histórias, distantes da nossa realidade.
Eu não posso curar a minha dor machucando outra pessoa, não posso tornar isso um ciclo vicioso de tentar, tentar, machucar e reparar o erro. Depois que me permiti viver esse tempo, buscando sugar tudo o que há de melhor, estou melhor. Venho lendo livros novos, descobrindo umas séries incríveis, novas aptidões, vendo o quanto eu sou forte e capaz de alcançar os meus sonhos e como a caminhada até o sucesso é longa. Não estar com alguém por medo de ficar só ou por carência, é a prova de que amadureci. Então, não me peça para aceitar qualquer coisa, ou para me entregar ao primeiro abraço. Cansei de ser guiada pelo coração, cansei de me deixar levar pela aparência, não quero mais viver uma mentira e sofrer as consequências dos meus enganos. Eu não quero um amor raso, dessa vez eu quero mergulhar. E sim, enquanto eu não sentir que posso dar um passo à frente, eu vou permanecer aqui, como estou.
Primeiro, eu preciso conhecer a mim, antes de conhecer alguém. Segundo, eu preciso estar inteira, pois não posso ser metade. Terceiro, eu preciso estar segura para, depois, poder confiar em alguém. Sabe quando aquele vendedor passa e você diz: “Hoje, não, obrigada?!”. Quando me falam de relacionamento, eu digo o mesmo: “Hoje, não, obrigada! Mas, se você quiser, volte amanhã”. Não há nenhum erro em não ter ninguém, mas há todo erro do mundo em ter alguém só para preencher o vazio, só para matar a carência. E se for para viver uma história de erros, eu prefiro viver a minha assim, porque estar solteira e feliz me ensinou a ser mais exigente.
Fonte: Thamilly Rozendo, autora.
Estudante de Psicologia, 22, é aquela que escuta mil vezes a mesma música. Encontra paz na oração e vê amor nos pequenos detalhes.

 

Jovens Sarados se prepara durante seis meses para começar a namorar.

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Você sabe o que é pré-namoro? Não, não é aquela fase do relacionamento em que o casal fica sem compromisso, antes de começar a namorar. Para muitos jovens o pré-namoro é uma fase em que os dois fazem o acordo de esperar para entrar em um nível maior de diálogo e convívio.

Erika Carla Eufrasio Viana e Gustavo Bronzato Zerlin são dois jovens bauruenses que decidiram passar pela fase de pré-namoro. Eles se conheceram há seis meses no grupo de jovens da Igreja Católica, Jovens Sarados.

O pré-namoro é uma proposta que tem adeptos do mundo inteiro e prega a castidade como principal modo de purificar o amor. Para que haja um pré-namoro, é necessário que as duas pessoas se sintam apaixonadas uma pela outra e se declarem. Mas, ao contrário do namoro comum, o casal se trata como amigos, não andam de mão dadas, não se beijam nem se abraçam.

Em abril, Gustavo fez uma surpresa para Erika e a pediu em namoro. Confira a história do casal:

– Como perceberam que havia interesse entre os dois?

Começamos com a amizade, conversamos muito pelo whatsapp e com o tempo foi surgindo um sentimento diferente. Então, decidimos informar aos nossos coordenadores da missão Jovens Sarados que gostaríamos de fazer o caminho de namoro.

– O namoro de vocês começou de um jeito diferente do que vemos hoje em dia. Como foi isso? Vocês passaram por uma preparação?
O caminho de namoro é uma proposta bem diferente. O “pré-namoro” é o tempo de se conhecer, de enraizar a amizade. Saber os defeitos e as qualidades um do outro para que decidam, ainda como amigos, se querem mesmo namorar. Nesse tempo nos tratamos como amigos e não como namorados, para não influenciar na decisão.

– Depois de quanto tempo houve o pedido de namoro?
Fizemos dois meses de caminho, acompanhados pelos nossos formadores Pedro e Amanda (somente com a aprovação deles poderíamos iniciar o namoro).

– Como aconteceu o pedido?

Em abril, fiz uma viagem e ao desembarcar no aeroporto de Bauru, tive uma surpresa, tudo organizado pelo Gustavo. Meus irmãos de missão estavam me esperando com música, cartazes e balões de coração. O Gustavo estava com uma aliança de compromisso, buquê de rosas e um pedido de namoro! Durante a viagem, eu enviei uma mensagem à formadora Amanda dizendo que gostaria de iniciar o namoro e o Gustavo disse o mesmo ao Pedro.

A diferença em fazer o caminho de namoro é que, com paciência, o que era amizade transforma-se em relacionamento, curando feridas e resolvendo problemas do passado.

– Quando as outras pessoas ficam sabendo da história de vocês, o que comentam?
As pessoas dão mais atenção ao fato do “não poder” do caminho de namoro. Esse não é o caminho de namoro, focar no “não poder” seria uma penitência. Deve ser visto como oportunidade de conhecimento, autoconhecimento e juntos tomar a decisão.

– Como o relacionamento de vocês começou dessa forma, vocês acham que ele tem mais cumplicidade, por exemplo? É diferente dos outros em alguma forma?
Não sabemos se é diferente. Mas temos muita cumplicidade sim.

– E o que pensam dos relacionamentos atuais?
Hoje, os relacionamentos começam para depois verem se continuam juntos. Com o caminho, o casal toma a decisão antes e juntos, sem afetar a amizade.

 

Fonte: Julia Oba

Jovens Sarados Missão Bauru SP

Diante dos problemas, não se desespere

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Não entregue a alma ao desespero

“Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim” (Jo 14,1)

Essa passagem é uma ordem para nós! Há pessoas que se perguntam: “Como Deus me pede para não perturbar o meu coração?’. Então, já comecemos dando uma ordem ao nosso coração: “Não se perturbe, meu coração, mesmo diante dos problemas”. O Pai não quer que tenhamos um coração doente, por isso manda não nos perturbarmos. Infelizmente, é tendência do nosso coração deixar-se incomodar.

Aliás, sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios”.

São Paulo vai nos dizer: “Que diremos depois disso? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou Seu próprio Filho, mas por todos nós O entregou, como não nos dará também com Ele todas as coisas? Quem poderia acusar os escolhidos de Deus? É o próprio Senhor quem os justifica”. São Paulo continua: “Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou” (Rm 8, 31)

Eu quero entrar com vocês numa base fundamental para o que estamos meditando. Está no livro de Eclesiático capítulo 30,22: “Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos. A alegria do coração é a vida do homem, e um inesgotável tesouro de santidade. A alegria do homem torna mais longa a sua vida”.  A alegria da alma, do coração é a vida do ser humano.

Todos nós queremos viver bastante. E que bom que queremos! Você, que é mãe, quanta preocupação enfrenta todos os dias! Infelizmente, nós brasileiros somos muito emotivos, deixamo-nos envolver demais pelas emoções, por isso as preocupações também nos envolvem. O ruim é que, com isso, vamos perdendo a força.

Podemos comparar essa situação com uma mangueira que usamos para lavar o quintal, a qual, estando furada, vai perdendo a pressão, porque está perdendo água no meio do caminho. Deus não quer o seu coração doente. Ele quer vê-lo saudável, bom. É preciso concentrar forças para a hora em que precisaremos usá-las, como a cobra que se concentra e, na hora certa, dá o bote.

A Palavra diz: “Não entregue sua alma à tristeza”, o Senhor está lhe dizendo: “Não entregue sua alma ao ressentimento”. Uma coisa é sentir, outra é ressentir. A pessoa magoada é triste facilmente o ressentimento gera nela o rancor. O ressentimento e a mágoa já mataram muitas pessoas e vão matar muito mais se continuarmos pessoas ressentidas. O grande remédio para o mal do ressentimento é o perdão. Deus dá a graça para perdoarmos, mas tudo começa a partir de nós. Precisamos querer.

O Senhor está próximo! Não é para ficarmos preocupados, desesperados; ao invés disso, a Bíblia nos ensina a apresentar a Deus as nossas preocupações. Não fique ruminando estas maldades dentro de você. Eu até digo: “Manifeste as suas emoções para Deus em sua oração. Assim, você se libera e a graça vem”.

Hoje, o Senhor nos dá esta receita maravilhosa! Em todas as situações, aconteça o que acontecer, apresente a Ele todas as suas preocupações. Você não vai mais ser atormentado, ao contrário, será envolvido pela paz de Deus. Mães, seus filhos precisam muito que você seja assim.

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

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